sábado, 13 de março de 2010

Shuffle Meme

Eu acho muito pouco fazer isso num blog só, então farei aqui também, já que minha lista de músicas aumentou.

1. Put your iPod, iTunes, Windows Media Player, etc. ON SHUFFLE.
2. For each question, press the next button to get your answer.
3. YOU MUST WRITE THAT SONG NAME DOWN NO MATTER HOW SILLY IT SOUNDS.
4. Have fun!

IF SOMEONE SAYS ‘ARE YOU OKAY?’ YOU SAY…
The Purple People Eater (Shanana)
HOW WOULD YOU DESCRIBE YOURSELF?
It's the Way You Love Me (David Guetta)
WHAT DO YOU LOOK FOR IN A GUY/GIRL?
High School Confidential (Jerry Lee-Lewis)
HOW DO YOU FEEL TODAY?
Happy (The Rolling Stones)
WHAT IS YOUR LIFE’S PURPOSE?
 Tomorrow Can Wait (David Guetta)
WHAT’S YOUR MOTTO?
When You Got a Good Friend (Eric Clapton)
WHAT DO YOUR FRIENDS THINK OF YOU?
 Papa Got a Brand New Bag (James Brown) [It's a brand new shoe, actually... Just bought it. But it's ok.]
WHAT DO YOUR PARENTS THINK OF YOU?
The Way I Are (Timbaland & Keru Hilson)
WHAT DO YOU THINK ABOUT VERY OFTEN?
Mother Popcorn (James Brown)
WHAT DID YOU THINK ABOUT ON FIRST KISS?
Yalla Habibi (Karl Wolf)
WHAT DO YOU THINK OF YOUR BEST FRIEND?
Gettin' Over (David Guetta)
WHAT IS YOUR LIFE STORY?
Subcity (Tracy Chapman)
WHAT DO YOU WANT TO BE WHEN YOU GROW UP?
Wendy (God Street Wine)
WHAT DO THINK WHEN YOU SEE THE PERSON YOU LIKE?
Happy Birthday (Stevie Wonder)
WHAT WILL YOU DANCE TO AT YOUR WEDDING?
  Ebony and Ivory (Stevie Wonder) [Bom, é de praxe em mto casamentos.. Hahahaha!]
WHAT WILL THEY PLAY AT YOUR FUNERAL?
The Horizon Has Been Defeated (Jack Johnson)
WHAT IS YOUR HOBBY/ INTEREST?
Sympathy For The Devil (The Rolling Stones)
WHAT IS YOUR BIGGEST FEAR?
Street Fighting Man (The Rolling Stones)
WHAT IS YOUR BIGGEST SECRET?
Bohemian Like You (Dandy Warhols)
WHAT DO YOU WANT RIGHT NOW?
Lewis Boogie (Jerry Lee-Lewis)
WHAT DO YOU THINK OF YOUR FRIENDS?
Sweet City Woman (Stampeders)

Perdoai-nos pela moribundice do CdB, mas alegrai-vos: duas de nós prosseguiram com uma vida de blogueira ativa! Para mais conversas dignas de banheiro (ou não) visite o Excentricidades Ululantes e o Je Suis Diva!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Família, família. Papai, mamãe, titia.

Será que ainda sei fazer isso? Saberemos nas próximas linhas. Um saco ter que escrever longe do conforto do lar e da internet só pra mim. A idéia pra esse texto já tem algum tempo, foi uma daquelas que vem na sua cabeça e quase lhe nocauteia de tão óbvia.

Estava eu no meu sono de beleza e sou acordada com vozes que vêm da parte térrea da casa. Primeiro fim de semana que passo na casa do rapaz. Ele tinha me dito que no domingo a família inteira e agregados se reuniam lá para almoçar mas até então achei que fosse exagero da parte dele. Devia ter me lembrado que exagerado não é uma das suas características. Bolei prum lado, bolei pro outro e mais vozes iam chegando e o volume aumentando. Dado momento resolvemos levantar já que não ia ter como continuar dormindo.

Tomei as providências para me tornar um ser humano decente e bem humorado já que eu sabia que meus 15 minutos de silêncio ao acordar não seriam respeitados. Descemos, e quando chegamos à cozinha me deparo com a maior concentração de pessoas ao redor de uma mesa de família que eu já tive a oportunidade de presenciar na vida. No mesmo lugar quatro gerações da família conversando, comendo, bebendo, falando da vida alheia e rindo. Achei a imagem maravilhosa, parecia propaganda da Sadia, a família inteira reunida pra almoçar junta no domingo.

Eu, que moro com meus pais, nada acostumada com tanta gente falando ao mesmo tempo, a princípio fiquei meio atordoada mas logo depois o ouvido foi acostumando e começando a prestar atenção nas conversas (não ousaria interferir nas conversas, a vergonha era enorme). Fiquei observando e imaginando o que cada um deixa de fazer pelo prazer de estar ali ao redor de uma mesa conversando com as pessoas da sua família. Pode ser clichê, emo, açucarado demais, mas nessa hora eu percebi mais ainda o quanto a família é importante na formação do caráter de alguém. Naquela hora em que estão todos juntos, eles estão dividindo idéias, corrigindo comportamentos negativos, rindo das piadas e das besteiras do primeiro que fica bêbado.

Senti falta da minha casa, dos meus pais, da minha mesa. Aí deu pra ver que nem tudo está perdido. Ainda dá tempo, com um pouquinho de vontade, dá tempo de dar atenção pra família, dar ao lar o verdadeiro valor, parar um pouco dessa loucura do mundo, essa mania que a gente tem de olhar pra fora e começar a olhar pra dentro de casa, pra quem a gente convive e ama.

domingo, 27 de setembro de 2009

Baixar, comprar ou os dois?

Não é novidade para ninguém que eu enfrentei 8h de viagem num avião superdesconfortável com 30 assentos a mais do que deveria ter (falarei sobre isso, provavelmente no Excentricidades) para ver o show da Lily Allen na Via Funchal. A acompanho no Twitter, gosto de suas músicas, páro para assistir quando um de seus clipes está passando... no entanto não comprei nenhum de seus CDs.


E a própria cantora britânica recrimina isso. Li este post no Contraditorium que aborda justamente este assunto. E estão certos, os dois.

No Brasil, normalmente esses artigos custavam caro. Atualmente, nem tanto. Basta esperar o fuzuê do lançamento passar e é possível comprar por preços bastante justos. Fiz uma pesquisa pelos CDs da L.Allen na Amazon (Allright, Still | It's Not Me, It's You) e nas Americanas (Allright, Still | It's Not Me, It's You) e vale a pena comprar na única loja de CDs e DVDs que sobrou em J.Pessoa, se os preços forem iguais aos do site (se não, encomendarei no Submarino, que sempre tem uma promoçãozinha legal de frete grátis).

Eu só discordo em um ponto:

“Para os novos talentos, compartilhamento de arquivos é um desastre, está tornando cada vez mais difícil o surgimento de novos nomes”

Talvez. Eu, por exemplo, nunca teria ido para S.Paulo ver um show ou pensando em encomendar os CDs (não farei agora porque meu aniversário acabou de passar e não sei se alguém me dará um deles de presente ;D ) se não fosse a internet.

Em 2006 - acho - vi o clip fofinho de Smile passando num intervalo da WBTV e fiquei apaixonada pela música. Aquela vozinha bonitinha, quase infantil, a melodia fofa, o clipe engraçado e a letra ótima mostrando uma garota que não abaixa a cabeça para o namorado traíra e tudo feito com bom humor. Eu PRECISAVA saber quem era aquela garota e conhecer mais sobre ela.

São Google, claro, respondeu às minhas perguntas; o IsoHunt me deu acesso ao primeiro CD e eu virei fã, mostrei para minhas amigas, insisti pro meu namorado ouvir e ele a achou uma chata... E o resto, vocês já sabem. Mas, realmente, ela não ganhou dinheiro nenhum com isso. E não tem como sustentar uma carreira desta forma.

O download de músicas tem sua vantagem: escutar a um artista no conforto da sua casa (ou do seu mp3 player) e decidir se gosta dele ou não. Se ele vale os R$20 (em média) e horas enfiada num avião/van/ônibus/carro para ver um show (porque um show decente em JP acontece uma vez por ano e nunca, jamais, de um artista internacional, nem estrutura pra isso temos aqui)ou não. Uma vez decidido que gostamos, acho que vale a pena gastarmos um dinheirinho para termos o original em casa, sem risco de perdermos tudo com qualquer erro do Windows seguido de formatação e com melhor qualidade. Nesse ponto, acho ainda melhor comprar o CD do que as mp3, que também é possível adquirir de forma legal.

Aí temos outros problemas: não é fácil para todos comprar coisas pela internet (caso das mp3). Geralmente é seguro, mas nem sempre*. Nem todo mundo possui cartão de crédito. Nem todo mundo tem o dinheiro propriamente dito.

Falando em dinheiro, está em falta, também, para irmos até a loja e adquirirmos o CD, mesmo ele sendo mais barato. E, atualmente, ninguém mais considera que este seja um presente legal, mas é. Não importa se o presenteado tem em mp3 tudo o que foi lançado pelo artista, o CD será, sim, benvindo. Como eu disse, os arquivos não se perderão na primeira formatação e a qualidade do áudio é superior.

Vejo um avanço em questão de preços de CDs e DVDs. Eles estão se tornando mais acessíveis. Infelizmente não é possível dizer o mesmo dos jogos. Eles chegam ao Brasil com preços abusivos e impraticáveis quando poderiam muito bem passar por algumas etapas de redução de custos. Mas isso é assunto para outro post.


De São Paulo

Temos aí ótimos novos artistas como a Lily, a Lady GaGa e a não-tão-nova-mas-mais-na-mídia-que-nunca Amy Whinehouse, sem falar nos artistas brasileiros (mas, como eu não acompanho muito o meio musical daqui e só vejo emos despontando, vou ficar calada, já que quero mais é que os emos se explodam). Vale a pena exigirmos preços justos e pagarmos pelo CD, seja para nós mesmos ou para presentear alguém.

* Sobre segurança com cartão de crédito, o do meu pai foi clonado numa loja de tênis do shopping. Isso pode acontecer em todo e qualquer lugar. O consumidor tem que ser atento on e offline. Informe-se sobre as regras de segurança na internet e boas compras (eu já comprei em diversos sites diferentes e nunca tive problemas).

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ah, Meu Antigo Feminismo

Desde já afirmo que isso é a minha opinião sobre o movimento feminista atual, e que sei que essas atitudes e características não se enquadram em todas as feministas que existem, portanto tenham a mente aberta para ouvir a opinião alheia.


Sempre gostei de ler sobre o movimento feminista, sou mulher, tenho orgulho do que as mulheres que vieram antes de mim conquistaram por todas nós, e apoiava as muitas feministas que estavam sempre argumentando a nosso favor, a favor de nossos direitos.

Mas, aos meus olhos, o feminismo mudou muito de alguns anos pra cá. Eu vejo o feminismo como um movimento que busca direitos iguais entre homens e mulheres, as mesmas oportunidades, o avanço das mulheres como pessoas e cidadãs, a eliminação de preconceitos, da coisificação e da opressão. Mas o que tenho visto é uma implicância generalizada. Não, talvez “implicância” não seja a palavra correta, mas uma certa sensibilidade sobre qualquer acontecimento ou assunto que envolva a mulher.

Estava conversando com uma professora de sociologia que encontrei recentemente, e ela, muito feminista mas bastante realista, me disse uma coisa que me fez parar pra pensar: as feministas buscam os mesmo direitos dos homens, sim, com certa razão, mas parecem não entender que existem diferenças entre homens e mulheres que vão criar não só direitos, como comportamentos diferentes. Exemplo: quando uma mulher tem um filho, ela tem direito a 4 meses (em 2010, serão 6) de licença maternidade, enquanto o pai tem direito a 3 dias, ambos contados do dia do parto. E então, como exigir os direitos iguais, se algumas situações são de fato diferentes?


Não me entendam mal, eu sou totalmente a favor de direitos iguais, contratações pela competência, não porque é homem “então deve ser melhor profissional”, ou “porque é mulher e pode receber menos”. Se ambos tiveram a mesma educação, se formaram no mesmo curso, são capacitados a fazer o trabalho, estão concorrendo ao mesmo cargo, então salários iguais. Mas está difícil pra algumas pessoas entenderem que nem sempre o que aparece é algo obrigatoriamente e propositalmente machista, e por debaixo dos panos.

Mas as feministas não aceitam nada que possa de maneira alguma favorecer o sexo oposto. Reprovarem pessoas que fazem, por exemplo, um dia para publicar fotos de lingerie na internet é um pouco exagerado. Existem muitas pessoas que viram isso como arte, ou até mesmo como algo divertido. Nos dias de hoje, com tanto estresse ao nosso redor, foi só uma maneira de relaxar. O que se passava na cabeça do camarada que criou esse dia? Não se sabe, pode até ter tido algum machismo ali dentro, mas ele não obrigou mulher nenhuma a publicar suas fotos de lingerie, elas publicaram porque gostaram da idéia, acharam-se bonitas, sexys, porque queriam ter a oportunidade de fazê-lo sem parecerem mulheres que estão inconseqüentemente denegrindo a sua imagem. Aproveitaram da brincadeira dele em benefício delas. Não acho nada de errado nisso. Agora se alguém aproveitasse essas fotos publicadas e as julgassem como algo negativo, aí daria um outro contexto. Até agora, nada disso surgiu, só li e ouvi boas críticas à arte que foi exibida nesse dia e acho que, até certo ponto, a arte deve ser livre. Digo “até certo ponto” porque até hoje não concordo com um ensaio fotográfico de um programa de televisão estrangeiro em que apareceram mulheres maquiadas como se estivessem sido espancadas/assassinadas para ilustrar “a arte”. Isso pra mim não é arte, é um desrespeito. E não só porque foi com mulheres, se fosse com homens, crianças, idosos, eu teria a mesma indignação.



Concordo com minha amiga de escrita aqui no blog e para todas as horas, Denise, que argumentou sobre o machismo que envolve as empresas de publicidade nas tantas propagandas de objetos e bens que são tão procurados por homens quanto por mulheres, e essas propagandas geralmente só mostram homens como público alvo. Nas palavras da própria Denise, seria até compreensível se fosse uma propaganda de absorvente, mas não em situações em que se insere não só homens como mulheres.

Outro aspecto que me surpreendeu foi a ala feminista roxa, estar menosprezando a maternidade. Geralmente exageram na dose de independência feminina. Alegam que as mulheres não precisam de parceiros, filhos e família para serem felizes, precisam apenas ter dinheiro no bolso para rachar a conta do restaurante. E as coisas não funcionam assim. Seja você homem, mulher, gay, bi ou quem queira ser, ainda é um ser humano e, na maioria das vezes, o sucesso profissional e financeiro não te fará feliz por completo, e a vida pessoal começará a pesar na sua consciência. Afinal, eu não acho que as pessoas deveriam ser definidas apenas pelo seu trabalho. Como disse, não são todas as feministas que pensam assim, óbvio – eu conheço uma feminista que não só valoriza imensamente a família e a maternidade como deseja ser esposa e mãe, além de ter seu trabalho bem-sucedido. Mas o que anda difícil mostrar é que nós podemos ter tudo isso. Mas vou deixar esse aspecto pra um próximo post, para que esse não fique maior do que já está. Já foi difícil o suficiente tentar colocar tudo que penso sobre esse aspecto do feminismo num texto menor que duas páginas.

Apenas um recado: tenham a mente aberta. Não devemos permitir que outras pessoas pisem em nós, mas também não devemos levar tão à sério algo que, em sua maioria, só nos faz sentir ainda mais vítimas de tanto preconceito.


Além do mais, nós não vamos pisar em alguém só porque esses pisaram em nós em outros tempos. Nós não precisamos disso para provar nossa competência, nem nosso lugar na sociedade.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

E finalmente as férias chegaram. E com elas espero que nosso querido banheirinho volte a funcionar. Tadinho, ta meio abandonado. Bora lavar a pia, passar um desinfetante, lavar bem o box e o vaso, claro porque somos moças limpinhas. Tirar a poeira do espelho pra podermos nos ver e retocar a maquiagem.

Desde junho que não se escreve uma linha nesse blog, mas será que agora vai? Tanta coisa aconteceu e a gente nem comentou. Michael Jackson morreu mas ainda não foi enterrado. Fiquei muito triste quando soube da notícia, mas como eu estava no São João de Patos nada de choradeira, eu o homenageei apropriadamente e pratiquei uma coisa até comum, beber o defunto.

Ah, e pelo Twitter teve muito bafafá. Brigas entre o que as pessoas costumam chamar de celebridades. A mais nova foi da Xuxa com o twitter inteiro só porque a Sasha escreveu “sena”. Que maldade gente, a pobre criança foi alfabetizada em Inglês, afinal, ela não mora no Brasil, mora no conto de fadas que a mãe construiu pra ela e lá não se fala Português. Estamos esclarecidos?

Ah...teve o “lingerie Day”, achei muito legal, mas as feminazis, mulheres militantes ferrenhas do feminismo acharam o lingerie Day o ultimate do machismo. Será? O que há de errado nas garotas que, por livre e espontânea vontade, num tom de brincadeira com o cérebro masculino, de uma maneira muito sexy e bonita mostraram suas lingeries que estavam guardadas no armário? E o twitter tem uma coisa ótima, que sou super a favor: Não gostou? Dá unfollow, queridinho (a).

Teve “A fazenda” e Britto Júnior querendo dar uma de Bial e fazer textos de despedida de rodoviária parecerem uma obra de Fernando Pessoa. O rapaz se esforçou, temos que reconhecer, todo esforço é válido. Pelo menos umas três celebridades instantâneas apareceram e desapareceram. A última vergonha alheia foi nesse fim de semana, onde Vanusa, a precursora do franjão emo, em estado alterado de consciência canta o hino nacional e mata a pátria. Jesus me abana!

Descobri o blog “Meu melhor amigo gay”, ótimo para diquinhas e soluções onde você achava que estava tudo perdido ou conselhos sobre aquele assunto que não se divide nem com o espelho do banheiro.

O post é curto. Só pra matar um pouco da saudade e deixar margem pra mais depois. O banheiro está começando a ser limpo. Cadê as outras pra me ajudarem?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Ford Fusion: Propaganda machista em 2008, redenção em 2009

Toda vez que em 2008 essa maldita propaganda machista ia ao ar eu reclamava sozinha ou para quem estivesse ao meu lado: como puderam fazer um comercial em que aparece uma seleção de pessoas que se esforçaram e venceram na vida, conquistando sucesso, dinheiro e, por tabela, o tal Ford Fusion e os exemplos são apenas masculinos? A única mulher no comercial aparece no banco do passageiro, casou com um dos moços de sucesso da propaganda...nada contra quem almeja isso [por mais que eu ache um pensamento muito pequeno para tamanha força e poder que pode ter a mulher, mas isso é assunto pra outro dia], mas um comercial que explicita este tipo de pensamento só contribui ainda mais para o raciocínio de 1950, mulher em casa, com os filhos, no banco do lado do carro, casada com marido rico que batalhou pelo que ELES tem. Eis a tal propaganda:

Então, este ano, me surpreendo com a

nova campanha do Ford Fusion, acredito/espero que percebendo a estupidez do comercial anterior tentaram se redimir este ano ou o publicitário idealizador foi trocado por uma publicitária ou uma mulher liderou a equipe publicitária...kkkkkkkkkkkk

O que importa é que a sacada foi maravilhosa, a ideia gira em torno da

famosa frase: onde você se vê daqui há 5 anos? Uma executiva faz tal pergunta a outro executivo, ele começa a se imaginar num Ford Fusion dirigindo com ela ao lado...ele faz a mesma pergunta esperando uma resposta parecida [ela estar ao lado dele no tal carro], mas a resposta não poderia ser melhor...se não viram ainda, vale a pena conferir, se já viram, revejam...achei interessante assitir a do ano passado e a deste ano para comparar.

Fiquei satisfeita, acredito que a nova propaganda dá um passo em direção à valorização do trabalho da mulher, de enxergá-la como ser humano tão capaz quanto o homem, capaz de vencer na vida por mérito próprio, com esforço, estudo, inteligência. Detentora de uma capacidade que vai bem além de ficar no banco do passageiro ao lado do marido, capaz de liderar grupos, capaz de dirigir a própria vida e o próprio carro [não aquele que o marido deu] e também de se dar ao luxo de pagar um motorista se assim o quiser.

Uma propaganda, uma ação apenas, um texto

apenas não mudam a sociedade, tenho ciência disso, mas como as caminhadas começam no primeiro passo...o que não podemos é andar para trás.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

E agora José?

Manhã do dia 19 de junho de 2009, acordei a pouco e ainda não consigo esquecer o fato de ontem que me deixou profundamente abalada. A aula estava quase acabando, quando um colega pede que baixemos a voz, estava ao telefone. Quando ele desliga, anuncia: “STF acaba de decidir que não precisa do diploma para exercer a profissão de jornalista”. Depois de um leve blackout mental e todos se olhando incrédulos, a consciência me voltou.

Vi todo o esforço da minha adolescência e do início da minha vida adulta se esvair. As tentativas, os estudos, o investimento na minha educação, os dois anos que já estudei da graduação, com três períodos por ano pra poder tentar terminar no período certo. Tudo isso foi jogado no lixo.

Tenho um trabalho pra fazer hoje e uma pergunta não pára de se repetir na minha cabeça, “pra quê?”. Por que eu deveria me dedicar a executar esse trabalho, se daqui a um ano, provavelmente, esse conhecimento será substituído pelo filho de alguém importante que conseguiu uma vaga numa empresa de comunicação pelo simples fato de escrever bem? Por que me dar ao trabalho de me preocupar com deadlines, com o sucateamento do curso, dos equipamentos e dos laboratórios, já que segundo um dos ministros do STF “Jornalismo não desenvolve conhecimento técnico ou científico”?

Impressionantemente, meu pai, um senhor de 72 anos que só estudou até o que hoje chamamos de ensino médio, através de supletivo no auge da ditadura militar (até hoje esses livros estão aqui em casa) se mostrou indignado com a decisão do STF. Meu pai, tem muito mais consciência da importância de um jornalista pra sociedade. “Isso é um absurdo minha filha, qualquer um agora pode escrever a besteira que quiser e eu vou ser obrigado a ver?”. É por ele que eu faço Jornalismo, era ele quem me botava na frente da TV todos os dias pra assistir jornal com ele desde os meus 5 anos de idade, por que ele queria que a filha dele conseguisse o que ele não conseguiu: um diploma. Em uma profissão que ele julga ser a melhor por que a obrigação do jornalista, antes de tudo, é com a verdade.

O texto parece meloso, pode até parecer sensacionalista. Mas imagine, você que está lendo meu ponto de vista, se um belo dia te avisam que pra exercerem a sua profissão você não precisa provar que estudou pra fazer aquilo. Nas palavras do ministro Carlos Ayres Britto bastaria ter “intimidade com a palavra” ou “olho clínico”. Compararam jornalistas com cozinheiros. Como disse o presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), ontem ao Jornal da Globo, “deixamos de ser uma categoria e passamos a ser um amontoado”.

Para o relator do caso, Gilmar Mendes entende que “danos a terceiros não são inerentes à profissão de jornalista e não poderiam ser evitados com um diploma. Mendes acrescentou que as notícias inverídicas são grave desvio da conduta e problemas éticos que não encontram solução na formação em curso superior do profissional.” (UOL,2009). Bem, eu não sei se o senhor Gilmar Mendes sabe, mas pelo menos na UFPB, existe uma cadeira obrigatória chamada Ética. Aprendemos o porque da nossa profissão, pra o que ela serve e todas as conseqüências que acarretam uma notícia. E acredite senhor ministro, saber essas informações fazem muita diferença antes de escrever uma matéria.

Não quero parecer ameaçadora, mas os ministros do STF esqueceram quem são os jornalistas. Da nossa capacidade. Num tom mais maquiavélico, eles esqueceram que podemos fazer desse país o caos. A história política desse país está cheia de exemplos disso, citá-los seria perda de tempo.

Fico por aqui, com um pouco da minha angustia sendo exteriorizada. Peço desculpas adiantadas se pareci alarmista, melosa ou desproporcional. Sei que meu dever como jornalista é ser imparcial, mas até os professores da universidade já entenderam que é impossível ser totalmente imparcial, principalmente quando afetam diretamente a sua vida e o seu futuro.

Pra finalizar, uma charge que achei pela internet. Está em Espanhol mas é fácil de entender a mensagem.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Em que realidade você vive?


Pela posição e temperatura do sol, que naquela época do ano entra pela janela esquentando minha cama, já passava das seis horas. Meus olhos faziam um certo esforço pra permanecerem abertos com tanta claridade, e confesso que também um pouco de preguiça de me levantar naquela óbvia ensolarada terça-feira. Após breves café da manhã e banho, fiquei à espera da minha não só colega de faculdade, mas também grande amiga para comparecermos à nossa primeira visita do sexto período do curso de Nutrição. Nervosismo, ansiedade e empolgação se misturavam dentro do meu peito nos 50 minutos que estivemos no caminho. Perdidas, paramos algumas vezes para pedir informações, mas como quem tem boca vai à Roma, chegamos ao nosso destino sem muitos problemas.

Ao descer do carro já ouvia cânticos aos coros. Pela minha percepção deveriam ser crianças entre oito e doze anos, guiados por sempre pacientes e batalhadoras professoras de ensino fundamental. Com um roteiro de visita nas mãos e a lembrança do relatório em mente, comecei a observar tudo a minha volta. Com a orientação da professora, pensava em estrutura física, instalações elétricas, sanitárias, e o principal: estrutura da cozinha da escola, onde seria produzida a merenda escolar daquelas crianças. Não demorou muito pra que eu parasse de olhar para o lugar e as pessoas com olhos críticos, profissionais, mas sim com compaixão e percebesse que essa visita me mostraria uma realidade completamente diferente da que eu e minha amiga vivemos, especialmente ao iniciar a conversa com os responsáveis pela escola e pela merenda.

Na minha profissão eu estou muito mais ligada às pessoas do que aos lugares, objetos e utensílios usados. Nosso papel nessa visita era ver o funcionamento do lugar em si, mas pude ver com meus próprios olhos como nossas leis são negligenciadas, como todo o treinamento e orientação que todo profissional deve ter é quase que completamente ignorado. E foi assim que pude perceber como é o verdadeiro funcionamento de um lugar assim, dependente de verbas federais, onde as leis são apenas letras em um livro, tão longe da realidade deles que nós temos que criar nossas próprias leis, não para superioridade em relação aos governantes, mas para suprir as necessidades de uma certa população que tantas vezes só tem acesso àquela única refeição durante todo o dia. E sim, muitos só tem essa refeição dentro de um dia de 24 horas. Percebe-se pela sua estatura diminuída, ossos proeminentes, diminuição da concentração e aprendizado, pele fina, cabelos ressecados e esbranquiçados, olhos amarelados, pelas roupas nitidamente surradas e até mesmo pela falta de calçados. Não estou falando disso por serem questões pouco aceitáveis na alta/média sociedade, mas porque essas são características de pessoas que apresentam pobreza e desnutrições graves, e podem apresentar problemas de saúde ainda mais graves. Queria eu estar de brincadeira.

Eu me envolvia de maneira pessoal e profissional ao conversar com os merendeiros, professores e especialmente alunos da escola, e obtive um aprendizado maior do que poderia algum dia imaginar, só de ter passado algumas horas observando a rotina daquelas pessoas. O coração delas é tão grande que ao perceber que alguma criança não gosta da comida oferecida elas perguntam o motivo da rejeição, e prontamente substituem pelo alimento que está ao alcance deles, mesmo que vez ou outra o gasto saia do próprio bolso.

No entanto isso não foi o que mais me impactou. Um aspecto me surpreendeu bastante nessa história toda. Em diversos lugares vejo pesquisas com a população em relação à alimentação, e se eles pudessem escolher, que tipo de alimentos eles prefeririam para o lanche – no nosso caso para a merenda. Em praticamente todos os lugares as pessoas respondem que preferem comidas prontas, hambúrgueres, batatinhas-fritas, pizzas, salgadinhos, biscoitos, refrigerantes, tortinhas, docinhos e tantos outros alimentos que trazem mais malefícios que benefícios à nossa saúde. Na creche, crianças entre oito e doze anos respondiam que gostavam de sucos de frutas, sopas, arroz e feijão, cuscuz e carne, arroz-doce, e outras preparações bem mais saudáveis e caseiras do que os tão aclamados chips e biscoitos recheados. Sabendo que naquele espaço não havia trabalho educativo sobre nutrição e alimentação não agüentei a curiosidade, perguntei a algumas crianças o motivo dessas respostas, e percebi que isso vinha da carência. Muitas não tinham acesso ao suco ou frutas em casa, outras não tinham acesso a alimento algum. Foi aí que pensei: quantas vezes por dia nós fazemos refeição? E lanches? Quantas vezes tomamos um banho? Escovamos os dentes? Trocamos de roupa? Quantas vezes nós olhamos pro lindo e brilhoso relógio na parede da nossa casa ou no nosso próprio braço e pensamos que adoraríamos estar na praia, de pernas pro ar?

E pensei novamente: quantas vezes temos a oportunidade de fazer diferença na vida de alguém?

E numa mistura de sentimentos me despedi daquela comunidade, com um milhão de idéias, projetos, muita gratidão e a certeza de que estou no caminho certo: estou no caminho de ajudar essas pessoas a terem uma vida melhor.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Como Eu Conheci a sua Mãe

Dentre todos os seriados fantásticos que gosto, talvez o meu preferido seja "How I Met Your Mother", transmitido no Brasil pelo canal pago Fox Life.

Eu assisti as quatro temporadas no computador e estou ansiosa pela quinta. Os episódios são curtos e envolventes. Com cerca de 20 minutos cada, um vai puxando o outro.

O narrador e personagem principal é o arquiteto Ted Mosby (Josh Radnor), que conta para os filhos a história de como conheceu a mãe deles. Mas, até chegar na mulher de seus sonhos com quem casou e teve os dois adolescentes que ouvem a história do pai à força, ele vai passar por todos os seus causos amorosos.

A história se passa em Nova Iorque e logo no primeiro capítulo os melhores amigos de Ted, Marshal Eriksen (Jason Segel) e Lily Aldrin (Alyson Hannigan) ficam noivos, o que desperta em Ted o desejo de conhecer logo a mulher de seus sonhos. Logo se integram à história Robin Scherbatski (Cobie Smulders), uma jornalista canadense que vira melhor amiga de Lily e por quem Ted se apaixona e Barney Stinson (Neil Patrick Harris), galinha da pior espécie, solteirão convicto que tem certeza que é o melhor amigo de Ted, apesar de mal conhecê-lo e que ninguém entende como pega tanta mulher.

A comédia trata do relacionamento de Marshal e Lily, que é a caricatura do casal fofinho, cheio de apelidinhos, rituais, "owwwns" e "aaahs", mas que tem características bem peculiares. Tal relacionamento é o sonho de Ted.

Robin é uma mulher completamente diferente das outras. Não gosta de grude, apelidinhos e dividir a sobremesa, tem ressalvas quanto a relacionamentos sérios e atitudes consideradas masculinas de vez em quando, mas sem perder o charme ou a feminilidade.
Barney é um grande admirador das piranhas e acredita que todas as mulheres são assim. Foge ao ouvir a menor menção à palavra namoro, acha que as mulheres são descartáveis e tenta esconder um lado carente, que fica evidente ao espectador durante a primeira temporada.

Ted é romântico ao extremo. É apaixonado por arquitetura, se apaixona com facilidade, quer namorar sério, casar e ter filhos pra ontem, mas, por maior que seja sua ânsia, têm seus momentos de cafa, de querer apenas um encontro e nada mais.
Há várias menções a blogs e internet no seriado e algumas das coisas citadas podem ser encontradas como o Blog de Barney Stinson, o site TedMosbyisaJerk.com, criado por uma mulher que saiu com Barney quando ele estava se passando por Ted e ainda TedMosbyisNotaJerk.com (não oficial, mas segue a idéia do seriado), criado por uma namorada de Ted, tentando resgatar a dignidade da criatura.

Eu não ia dizer, porque isso só aparece na quarta temporada, mas também é possível ver o vídeo-currículo de Barney online (não que ele passe muita coisa). Para mais referências ao seriado, Wikipedia em inglês.

Acima de tudo, a série trata da amizade entre cinco pessoas. Como ela sobrevive apesar das diferenças, confusões e desentendimentos. E acho essa capacidade do ser humano de se relacionar fantástica. A série vicia e garante boas risadas. É possível assistir episódios no site da CBS (em inglês e sem legendas).

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Parei com o Twitter

Não, não vou deletar a conta. Vou deixá-la lá. Não vou liberar meu nome de usuária para uma das outras três Fernanda Eggers existentes no mundo (muahahahaha!). No mais, pode ser que eu volte a me interessar pela ferramenta.

Microblogging é legal. Quem não tem, sugiro que conheça, quem tem, dou o maior apoio. Acontece que era informação demais ao mesmo tempo para acompanhar, justo eu, que preciso me desligar do mundo de vez em quando. Com o Twitter, eu simplesmente não conseguia.

Não apenas postava cada mínimo e desinteressante pensamento, como sabia de unhas encravadas e detalhes ínfimos da vida de desconhecidos, o que não me acrescentava em nada. Claro, tinha milhares de links legais para textos, imagens e vídeos realmente construtivos, úteis ou divertidos. Mas justamente: eram milhares.

Aí cá estou eu, sem tempo, acompanhando vários blogs, com mil e uma coisas listadas no Google Reader, usando o Stumble, tendo que trabalhar, estudar, pensar na vida e, se sobrar um tempinho, atualizar o Conversa e o L'Atelier (já que o Biblioteca é um natimorto). Já nem estou incluindo me divertir e namorar na lista, são privilégios exclusivos de alguns minutos no fim de semana e olhe lá.

Simplesmente não deu, encontrei meu limite, coisa que não achei que aconteceria tão cedo, confesso.

Talvez não tenha sido o excesso de informação. Talvez tenha sido a dificuldade que encontrei em me desconectar. Como eu iria atender à minha necessidade básica de sumir, se eu tinha ímpetos de registrar meus pensamentos e angústias naquele espaço mínimo de 140 caracteres?

A idéia de microposts é ótima, nos ensina a sintetizar, compactar a mensagem. Mas será o suficiente? Se eu fosse registrar esse texto lá, seria apenas "Parei com o Twitter, mas ainda adoro vocês." E ficaria com preguiça de escrever mais. Como eu ia expôr a minha loucura e os meus motivos?

Além do mais, acho que prefiro um post no blog a mil twitadas. Encontro mais espaço pra ser criativa, pra tentar explicar alguma coisa, me perder na explicação e enrolar a cabeça dos meus pobres leitores. Hehehe!

Quem quiser parar de me seguir, pode colocar "unfollow @fernandaeggers" na caixa de texto, eu juro que não vou me importar. ;) Quem não se importar de ter um ser inativo na lista de "following", güenta as ponta, que provavelmente eu volto.